Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Natureza - MÃE - Natureza



Quando penso em borboletas logo vem à cabeça uma lagarta feia, enrugada e melequenta. Mas a natureza é divina e transforma aquela coisinha em purpurina voadora encantando vidas, jardins, tardes de verão e toda sorte de elementos felizes e prósperos.

Bendita crisálida que te faz voar em cores !





Para tanto, fiz um poema para todas elas e tanto faz que sejam de formas e tamanhos diferenciados, serão sempre BORBOLETAS.






Borboletas de Sapatilhas

Na alameda dos anjos
namoram
violinos & colcheias

Fadas e deusas
lavam-se
na cascata de nuvens

nas árvores
deste mundo lilás,

( borboletas fazem aulas de)
balet!


Por Lu Cavichioli

Sábado, 4 de Julho de 2009

Mulher é para ser cantada


Mulher é para ser cantada em verso,
em flor
Mulher é para ser cantada em rima,
em amor

Mulher, é para ser cantada em prosa,
em rosa, em cor
Mulher é para ser cantada com alma,
transpirando a malva.
Em chôro, em côro

Mulher é para ser cantada
no céu, em papel, em cordel.
No coração, na emoção

Mulher é para ser cantada no riso,
no abraço, em cada "amasso"
É para ser cantada em cada lágrima,
em cada pétala de flor.

Mulher á para ser cantada em cada nota musical
Em cada estrela de todos os universos
Em cada lua
de todas as terras...
criação divina é

E para sempre será lembrada
homenageada, beijada e amada
cada mulher -
Pétala & amor
Lágrima de Flor

* poesia extraída da coletânea Re(cantos) de Mim

Por Lu Cavichioli

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Novo espaço literário



Amigos venho convidá-los a conhecer mais um espaço dedicado em prol da literatura.
Entrem e fiquem a vontade.

EMPÓRIO DO CAFÉ LITERÁRIO

grande abraço

Lu Cavichioli

Domingo, 28 de Junho de 2009

Um caso verídico



A casa das violetas


Eu a via todas as manhãs regando o jardim. Tinha a delicadeza de uma borboleta em vôo raso. Aparentava uns 19 anos mais ou menos. Usava bermuda jeans, estava descalça e abusava dessa liberdade.

Possuía uma personalidade entranhada em si mesma, quase não ouvíamos sua voz. Porém lançava sorrisos que cobriam de azul qualquer rosto que a fitasse. Morava com os pais e um irmão mais novo.

Estranhamente havia períodos que o jardim ficava órfão e triste para não dizer árido, porque não recebia água nem atenção, muito menos o toque de suas mãos. Isto porque Letícia passava algum tempo longe de casa. Era inusitado não vê-la por ali saltitando em frente às flores, preenchendo as manhãs com sua gratidão gratuita, que delicadamente reservava às violetas. Tinha um cuidado especial com as africanas, de caules frágeis, folhas pequenas com flores miúdas e breves, pois não duravam mais que cinco dias.

Um dia voltando das compras, eu a vi chegar com os pais. Caminhava lenta amparada por eles; limitei-me apenas a dizer:
- Boa tarde! – Os pais retornaram com um aceno mirrado.

Depois de alguns dias lá estava ela debruçada na janela, olhando saudosa para o jardim. Sua mãe a colocava sentada na entrada onde tomava sol algumas vezes. Seu sorriso era triste e tímido.
Usava sempre um lenço amarrado na cabeça, desses que os adolescentes ousam colocar fazendo moda.

Entretida com meus afazeres e minha família não percebi que as violetas haviam morrido. O jardim estava agora desolado, e a casa fechada.
Letícia havia morrido naquela manhã. A vizinhança comentava:
- Tumor no cérebro coitadinha, tão nova!

Os médicos fizeram de tudo, os pais gastaram o que tinham e o que não tinham, mas Letícia partiu.
Suas cinzas foram derramadas sobre seu jardim. Ela só tinha 19 anos e seus olhos eram violetas.


Baseado em fatos reais.
Eu a conheci. Era linda, calma, resignada e triste!

Por Lu Cavichioli

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Indicação de leitura



LOVELAND - a casa dos quatro jardins- é o primeiro romance de Iara de Avellar publicado pela Editora Novitas.

Adquiri o livro e estou encantada com o conteúdo, rico de imagens no desenrolar de uma história que surpreende a cada página.

A personagem central é destemida em toda sua fagilidade, e nessa ambiguidade corações e vidas serão transformadas.

O ambiente transcorre entre outonos e flores primaveris que brindam o verão em raios de sol por entre a folhagem de um jardim proibido. E o amor acaba por emoldurar rostos e almas.

O vocabulário típico da região sul do Brasil é de fácil entendimento e brinca com os sons gaúchos que se completam pelas iguarias regadas a chimarrão.

Enfim, os jardins, a floresta, a casa, os animais e as pessoas abrigam uma envolvente aventura de amor sutilmente abraçada a um mistério doce e bem delineado.

* está dado o recado.

Beijos e bom fim de semana.

Por Lu Cavichioli

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Maratona de Outono - Apresentação


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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

O muro das Épocas


A Mesa estava posta e velas tingiam de azul a memória. De repente
a sabedoria sentou-se na ponta da mesa e começou a alimentar os ouvidos aconchegados em colos suaves da magia pueril.

Almas aprendizes de olhos e vozes amenas, embaladas de ritos e mitos, sorriam, cristalizadas na pedra da memória sob valores inafiançáveis de um tempo que se foi.

Eu, sobre o muro das épocas, continha minhas lágrimas, tentando entender as fases e nuances da imutável linha temporal que somos submetidos desde que nascemos.
Com medo, continuei a prestar atenção na expressão firme da experiência, que dizia aconchegos e safanões , que alisava e beliscava , na certeza de que errar foi só mais uma fase.

Na ciranda emocional das mãos cansadas, a sabedoria mostrava seu caminho infinito e tenaz, mágico e colorido, pérfido e doloroso.
Sinuosas são as linhas da vida, que podem ser interrompidas , e nelas estamos todos , cambaleando suores, angústias e pavores. Estacionando de vez em quando em lojas de conveniências para comprarmos o doce da alegria, o marsmallow da felicidade, assaltando as prateleiras do amor, fartando-nos de onipresenças brancas da bondade.

E neste amálgama cristalizado encenar nosso ato final indo à frente anos-luz , cruzando os portões da magnitude explícita , despojados e libertos da esclerótica amarra carnal.

Em memória de meus avós e pelo que aprendi com eles nos tempos idos de minha infância


meus avós


Coleção: Lendas do Caminho
Por Lu Cavichioli